EUA acreditam que Rússia planeja invadir Ucrânia ‘no início de 2022’, mostra documento

EUA acreditam que Rússia planeja invadir Ucrânia ‘no início de 2022’, mostra documento

dezembro 4, 2021 0 Por admin

 

WASHINGTON — A escalada das tensões entre a Rússia e os Estados Unidos continua, com os americanos afirmando acreditar que Moscou se prepara para uma ofensiva em múltiplas frentes contra a Ucrânia “tão cedo quanto no início de 2022”. A alegação, que já havia sido feita por autoridades de Kiev , estava escrita em um documento a que o Washington Post teve acesso.

 
A informação do jornal posteriormente foi corroborada por um funcionário da Casa Branca, acrescentando que preveem um contingente de “175 mil soldados russos, além de tanques, artilharia e equipamentos”. A Chancelaria russa, citada pelo jornal Kommersant, desmentiu o documento e quaisquer planos de invasão, acusando Washington de tentar agravar a situação e pôr a culpa em Moscou.Na sexta, o presidente Joe Biden disse que prepara medidas não especificadas para que uma invasão da Rússia na Ucrânia seja “muito, muito difícil” e que não aceitará “linhas vermelhas” de ninguém. O mandatário americano respondia a uma demanda feita pelo chanceler russo, Sergei Lavrov, durante uma reunião com seu par americano, Antony Blinken, em Estocolmo, às margens do encontro da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).Os russos exigem “garantias legais” de que a Ucrânia não se juntará à Organização do Tratado do Atlântico Norte, a aliança militar comandada pelos EUA. Também pedem que armas não sejam posicionadas perto da divisa entre os dois países.
 
Apesar da Ucrânia não fazer parte da aliança, como o fazem outras nações fronteiriças com a Rússia, o país vem há anos estreitando seus laços com a Otan. A aproximação ganhou força após a revolução que derrubou o governo pró-Moscou de Viktor Yanukovich, em 2014.
 
O Kremlin, por sua vez, ainda vê o país, o segundo maior do antigo bloco soviético, como parte de sua área de influência. A ambição ucraniana de se juntar à Otan, portanto, é entendida como uma afronta pelos russos, que acusam Kiev e os EUA de comportamento desestabilizante.